terça-feira, 10 de julho de 2012

Era, era muito e não sabia

Se não tivesse vivido como vivi, mesmo criticado por gente que talvez quisesse fazer igual e não o fez por falta de coragem, talvez já tivesse morrido e tendo como causas mortis: arrependimento. Não vou fazer aqui uma sessão de saudosismo desatado, mas uma coisa eu digo: Pode ser que de maneira diferente (imagino qual) eu possa ser feliz novamente, pois hoje estou distante do que sentira em outras épocas. Era feliz, pois tinha mais a comemorar do que lamentar. Ria muito, o riso era frouxo. Com a idade vieram mais preocupações. Com a idade se acumularam também os machucados do caminho. Chega dar impressão que as pessoas eram melhores. Que não eram tão “eu” quanto hoje em dia. Que a disputa existia, mas que não tornava vidas muitas vezes tormentos sem fim. Falo aqui de felicidade real e não essa inventada e que sei que em 95% dos casos não existe. Vivi a vida como poucos, com certos exageros é verdade, mas que não me tirou a oportunidade de agora construir outro grande capitulo. Assistindo o documentário “A Vida Até Parece Uma Festa” da minha banda predileta que são os Titãs me veio a tona lembranças de shows (fui 10 deles) e de tudo que vivi nos tempos que esses caras eram “o sucesso”, e com isso a certeza: Valeu muito a pena. Saudades eu tenho sim, mas esperança e luta para mais também.

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