sábado, 15 de junho de 2013

Antes de amar-te

“Antes de amar-te, amor, nada era meu. Vacilei pelas ruas e as coisas. Nada contava nem tinha nome. O mundo era do ar que esperava. E conheci salões cinzentos, túneis habitados pela lua, hangares cruéis que se despediam, perguntas que insistiam na areia. Tudo estava vazio, morto e mudo, caído, abandonado e decaído. Tudo era inalienavelmente alheio. Tudo era dos outros e de ninguém, até que tua beleza e tua pobreza de dádivas encheram o outono.” (Pablo Neruda)

Nenhum comentário:

Postar um comentário